quinta-feira, 15 de setembro de 2016

DESEJO ARDENTE



Estava eu com o coração aflito, precisava mudar de ares, espairecer. Apareceu um trabalho em outro estado, e lá vai eu  visitar a capital gaucha. O trabalho me tomava o tempo, e eu não pensava nos problemas  da minha vida. Mal sabia eu que a partir daquele dia minha vida tomaria outros rumos.
Estava na casa do nosso cinegrafista, esperando os atores chegarem para começarmos as gravações, o frio chegava a 10 graus e como ele morava num duplex, subi ate o segundo andar para esperar com que os atores chegassem de baixo do ar condicionado a 30 graus. Brinquei:
- Quando chegarem peçam pra que subam para fazer o teste do sofá.
Até que um deles chegou, eu vi aquelas pernas grossas, grandes subirem as escadas. Como aquelas cenas de filmes, em que a pessoa vem vindo em câmera lenta, com um vento esvoaçante passando pelo seu corpo. Brinquei:
- Venha fazer o teste do sofá.
- Bah, na hora.
Aquele sotaque mexeu comigo, ele se sentou ao meu lado, aquele cheiro, que cheiro, que cheiro de homem. Comecei a lhe explicar como seria seu personagem, lhe mostrando o roteiro e não pude me conter... tive que tocar sua perna.
Nossos olhos se entrelaçavam, aquele sorriso, um menino brincalhão, alegre. E que fazia meu coração pulsar mais forte. Por que eu estava sentindo aquilo? Era mais forte que eu.
O carro chegou e fomos até o set de gravação. Seu personagem seria feminino, então tive que maquia-lo, com isso tive a oportunidade de tocar o seu rosto, continuar admirando sua beleza, sentindo sua pele e o seu cheiro. Ele sorria e ficava meio desconcertado, estava eu de saia e volta e meia sentia sua mão nas minhas pernas. Meu sangue fervia, sentia a respiração ofegante, algo ali estava acontecendo e eu não sabia explicar.
Me aproximava para lhe passar a sombra e ele soltou:
- Se chegar muito perto eu lhe beijo.
Pensei:
- É o que mais quero.
A melhor parte foi ao passar o batom, e desejar aqueles lábios....
Fomos gravar, ele se concentrava no personagem, mas nos intervalos se aproximava de mim, olhava dentro dos meus olhos, podia sentir sua respiração... parecia que ia me beijar, mas não acontecia... eu precisava me concentrar, mas aquele guri mexia comigo de forma inexplicável.
As 2 horas da madrugada acabaram-se as gravações, o carro chegaria para busca-los as 4. E estava um frio de 4 graus. Me deitei de baixo de umas 8 cobertas, torcendo para que ele também estivesse passando frio e viesse deitar comigo. Não deu outra.
- Bah, ta muito frio, posso me deitar com você?
- Claro.
Meus olhos brilhavam ao lhe dar essa resposta.
Quando se deitou não pensei duas vezes e já o abracei com minhas pernas, me esquentando naquele corpo quente e macio, sentindo sua pele, seu cheiro. Ele retribuiu o abraço e começou a me fazer carinho, meu coração quase saia pela boca, o desejo de beija-lo e te-lo por inteiro crescia cada vez mais.
Sua mão acariciava meu rosto em direção ao meu cabelo, e pela primeira vez na vida isso não me incomodou (por que detesto que mexam no meu cabelo). A outra mão começou a acariciar minha perna que estava por cima dele, e eu já não podia conter o meu desejo. Acho que ele já estava percebendo o que eu estava sentindo.
Ele me deu um beijo na testa, me senti tão protegida, amada, querida, a muito tempo não me sentia assim, talvez nunca na vida tivesse sentido tudo isso ao mesmo tempo. Talvez um sentimento por vez, mas tudo junto com certeza foi a primeira vez.
Eu queria sentir seu beijo, e ele me beijou, que beijo gostoso, que boca, que delicia. Enquanto a gente se beijava suas mãos deslizavam pelo meu corpo, eu sentia um calor, juntamente com um frio na barriga, me sentia completa, com a respiração ofegante, tesão. Uma explosão de sensações acontecia dentro de mim.
Não resisti abri sua calça e senti seu pau trincando, não resisti e disse no seu ouvido:
- Que vontade de te chupar.
Ele me tocou por dentro da calcinha e percebeu o quanto eu estava molhadinha, também disse no meu ouvido que queria me chupar.
Nossas mãos passeavam pelos diversos caminhos do nosso corpo, e o desejo aumentava, quando estávamos a ponto de consumar o ato... era 4 horas da madrugada e o carro chegou....

Ele teve que ir, e com ele também foi meu coração. E comigo ficou o seu cheiro e um desejo ardente de ter aquele homem pra sempre na minha vida. 

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